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Foram com grande pressa e acharam Maria e José

"Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. Vendo-o contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino... Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração”. (Lc 2, 16-17,19)

Queridas Irmãs e Caros Membros da Comunidade Apostólica de Santa Elisabete Nos últimos dias de dezembro, num clima de oração e meditação, ressoam cânticos do Natal descrevendo os acontecimentos sobre o nascimento de Jesus. Também as palavras do Evangelho nos convidam a "ir a Belém", para o caminho espiritual que conduz ao encontro com Deus. Em Belém, Ele se revela como Palavra viva, Aquele que veio habitar entre nós. Estamos nos aproximando desta verdade, cada vez mais quando nos inclinamos sobre o presépio de Belém, e vendo Nele o Menino Jesus. Num gesto de humildade, dobremos nossos joelhos diante desse grande mistério, ainda não compreensível para nós, “para dar glória a Deus, porque Ele é bom, fiel e misericordioso" (Papa Francisco, 24.12.2013).

As reflexões sobre a noite de Belém direcionam nossos pensamentos aos pastores, que primeiro ouviram sobre o mistério do Nascimento de Deus. Não esperavam que eles seriam aqueles que iam ser capazes, de prestar homenagem ao recém-nascido Messias e que de forma alguma foram preparados para isso. Como pessoas comuns, também não foram respeitadas em sua sociedade e ninguém contava com a sua opinião. Mas Deus escolheu o que era pequeno aos olhos do mundo, para realizar suas obras. Ele escolheu pastores simples, que dia e noite, assistiam o rebanho e responsavelmente desempenharam as suas funções. A estes pastores simples, o Anjo anuncia a alegre notícia, de que, "na cidade de Davi, nasceu o Salvador" (Lc 2,11). Os pastores deixaram tudo e às pressas, pegaram a estrada para ver o que aconteceu lá, e o que Senhor a eles revelou (cf. Lc 2,15). Quando chegaram ao lugar e viram com seus próprios olhos o Menino, foram tomados de grande alegria, e retornando a seus afazeres diários, com entusiasmo repetiam a todos o que viram. Precisamente estes humildes "colocados na sombra” pastores anunciavam a Boa Nova, glorificando e dando glória a Deus (cf. Lc 2,20).

Nesta cena evangélica, dirigimos nossa visão, também sobre Maria, que olhava para o seu Filho Recém-nascido e meditava tudo aquilo o que aconteceu naquela noite na gruta de Belém. Como um tesouro precioso procurou manter em seu coração e em sua memória todos os gestos de pastores e as palavras pronunciadas a Ela, "meditando-as em seu coração" (Lc 2,19). Maria provavelmente muitas vezes retornava à cena da Anunciação e lembrava as palavras do Anjo: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo" (Lc 1,31-32a). Não entendeu as palavras, que o Anjo dirigiu a Ela durante a Anunciação, mas estava convencida de que Deus a usaria para grandes coisas, então cheia de humildade e obediência, permitiu que o Deus Todo-poderoso realizasse seu plano. Seu coração estava cheio do mistério de Deus, que meditou e pacientemente esperava seu cumprimento. Somente no cenário de gruta de Belém Maria viu que tudo o que o Anjo Gabriel anunciou a Ela, se cumpriu e que ao mundo veio Aquele, que é o Filho do Altíssmo. Maria vendo a adoração dos pastores e também dos reis, na mais profunda reflexão olhava para o seu Menino e com amor abraçava-o e acariciava em seu coração.

Queridas Irmãs, Caros Membros da Comunidade Apostólica de Santa Elisabete, nesta Noite Santa, vamos junto com os pastores para o encontro do Recém-nascido e não demoremos. Assim que ouçamos a voz interior, porque Ele nos espera. Vigiemos, e cuidemos, para não dormirmos, e deixar passar o momento mais importante de nossas vidas. Jesus tem algo importante nos dizer. Ele quer nos transformar, como pastores que O viram em Belém. Cada ano vivenciamos o mistério do Natal, portanto, é importante perguntar a nós mesmos: O encontro com Jesus transforma-me? Este encontro me enche de alegria? Consigo compartilhar esta alegria com os outros? Após o encontro com Deus sei presentear as minhas Coirmãs, e aqueles a quem eu encontro? Façamos uma parada, e por um momento no cotidiano, para percebermos como é importante, para o que passamos aos outros seja antes rezado e refletido, porque a boca fala do que o coração está cheio (cf. Lc 6, 45). As Palavras pronunciadas por nós são o espelho do espírito, daquilo que o nosso coração esconde. Devemos aprender e vigiar, para que nossas palavras compartilhem a Boa Nova, aquilo o que constrói e o que fortalece o espírito, o que fortalece e enriquece os outros. Desta forma, seremos capazes de superar em nossos ambientes, a busca desnecessária das coisas fúteis. Esforcemo-nos para que nossas conversas e seus conteúdos sejam fruto de nossa meditação, e que sejam construtivas e fortalecedoras para os outros. Somos transmissores da Palavra de Deus, por isso muitas vezes temos de nos perguntar, se nossas atitudes são semelhantes à de Maria, que tudo refletia em seu coração? Lembramos os pastores que pregavam aos outros, o que vivenciaram e o que experimentaram durante o encontro com Deus?

No contexto das reflexões sobre o Natal olhemos para Maria para aprender Dela humildemente a meditação da Palavra de Deus, os fatos que acontecem todos os dias em nossas vidas, para ler neles a vontade de Deus. "Às vezes você tem que sair de si mesmo, para entrar no interior de Deus, e encontrar a felicidade de estar com Ele. Às vezes perdemos esta graça. Seu lugar em nossa alma é ocupado pela ansiedade, desordem, alguma perca de orientação e nos perdemos nos detalhes de nossa vida. Nesta hora é preciso ser capaz de concentrar-se no profundo silêncio" (servo de Deus Cardeal Stefan Wyszynski). È exatamente Maria que com a sua atitude nos incentiva, que apesar de muitas atividades diárias, queiramos parar em diante da manjedoura de Belém, para venerar e adorar com gratuidade o Menino Jesus. O dom da verdadeira contemplação ajuda-nos a entrar, na vida de Jesus e de Maria, para fortalecer-mo-nos com a sua presença e moldarmos nossas vidas de acordo com o agrado de Deus. Olhando para muitos anos de nossas vidas percebemos que Deus nos cumulou com muitas graças, e a exemplo de Maria meditemos com gratidão, cada dom que recebemos. Deixemos que em nosso coração nasça alegria e a gratidão pelo fato de que tanto nos foi doado. Quanto mais olharmos neste semblante de Deus, tanto mais em nossas vidas Ele próprio se tornará visível, que significa que nosso pensamento, nosso discurso, nossas vidas deêm testemunho sobre Jesus.

Queridas Irmãs, Caros Membros da Comunidade Apostólica de Santa Elisabete, desejamos a todos, que celebrando o Natal, com alegria nos reunamos aos pés da manjedoura, e a exemplo de Maria e dos pastores, adoremos e veneremos o Menino Deus. Abramos diante Dele nossos corações, para que o amor e a paz que fluam a partir do Recém-nascido, nos encham e fortaleçam com alegre presença de Deus em nossas vidas. Unindo-me em oração junto ao presépio de Belém, envio muitas saudações das Irmãs Conselheiras e de todas moradoras da casa geral,

consagrada ao amor do Menino Jesus
Madre Geral M. Samuela Werbinska

Roma, Natal, 2014

 

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